O Diário Oficial do Distrito Federal (DODF nº 123, de 08 de julho de 2026) trouxe a público o demonstrativo oficial de gastos com publicidade e propaganda da Secretaria de Estado de Comunicação. O documento detalha o empenho e o pagamento de recursos públicos destinados a agências de publicidade, veículos de comunicação, internet e produtoras de mídia entre abril e junho do ano corrente.
Os dados consolidados, disponíveis a partir da página 81 do diário oficial, revelam um investimento governamental massivo em campanhas institucionais.
Resumo dos Gastos Oficiais (2º Trimestre de 2026)
Os valores abaixo representam a despesa efetivamente paga pelo Governo do Distrito Federal durante o trimestre, conforme publicado no demonstrativo oficial:
- Publicidade Institucional (Veiculação em TV, Rádio, Internet, etc.): R$ 29.702.376,78
- Veículos Alternativos: R$ 3.518.472,22
- Produção Institucional (Filmes, Pesquisas, Material Gráfico): R$ 3.162.450,69
- Publicidade de Utilidade Pública: R$ 727.729,60
- Publicidade Legal: R$ 563.859,81
- TOTAL GERAL PAGO NO TRIMESTRE: R$ 37.675.361,87
O documento também aponta que há R$ 112,5 milhões em orçamentos bloqueados/contingenciados para publicidade, além de mais de R$ 10,6 milhões em novas campanhas institucionais já empenhadas no mesmo período.
Análise e Comentário Editorial: As Prioridades do Orçamento
A seção abaixo reflete uma análise crítica e editorial baseada no cruzamento dos dados documentados no DODF com o cenário atual dos serviços públicos no Distrito Federal.
Os números apresentados no Diário Oficial são um reflexo direto das escolhas de gestão. Celina Leão continua gastando milhões com a comunicação para colocar ela em uma posição boa nas pesquisas. O direcionamento de quase R$ 38 milhões em um único trimestre para impulsionar a imagem do governo — pulverizados entre emissoras de TV, portais de internet, painéis de LED e jornais — evidencia uma forte priorização da visibilidade institucional.
O contraste dessa cifra com a realidade enfrentada pelo cidadão comum é gritante. Enquanto o governo desembolsa dezenas de milhões para comunicar suas ações, a rede pública de saúde enfrenta gargalos históricos. Quanto isso não tem ortopedista, médicos e cirurgias para a população do Distrito Federal.
A alocação de recursos públicos é, antes de tudo, uma demonstração de prioridades. O documento oficial prova que há liquidez e orçamento disponível no cofre do GDF; a questão que fica para a sociedade debater é se o volume investido para promover a administração é justificável quando serviços essenciais de suporte à vida continuam operando no limite de sua capacidade.

