O caso ganhou repercussão em 2021, quando a quarta fase da operação cumpriu mandados no Distrito Federal e na Bahia. Reportagem do Metrópoles registrou a apreensão de R$ 280 mil em dinheiro em um veículo do casal formado por Fábio Gonçalves Campos e Renata Mesquita D’Aguiar.
Investigação e questionamentos sobre o andamento judicial
A Operação Falso Negativo, conduzida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), investigou possíveis irregularidades em contratações de testes para detecção da Covid-19 durante a pandemia. A quarta fase foi deflagrada em 3 de março de 2021, com o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em cidades da Bahia.
A operação contou com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Polícia Civil do Distrito Federal e de autoridades policiais da Bahia. Entre os pontos apurados estavam possíveis irregularidades em contratações realizadas pela Secretaria de Saúde do DF.
O caso voltou ao debate público diante de questionamentos sobre o andamento judicial das apurações e sobre a necessidade de transparência em processos que envolvem suspeitas de irregularidades com recursos públicos.
Até o momento, porém, não há confirmação documental suficiente, nas fontes consultadas para esta matéria, para afirmar que o Judiciário tenha paralisado deliberadamente o processo ou para explicar a situação processual atual de todos os investigados.
Metrópoles noticiou apreensão de R$ 280 mil e exoneração de Renata D’Aguiar
Em reportagem publicada em 5 de março de 2021, o portal Metrópoles informou que Renata Mesquita D’Aguiar havia sido exonerada do cargo de diretora de Gestão de Fundos e Benefícios do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.
Segundo a reportagem, Renata havia chegado à função por indicação do senador Ciro Nogueira, então presidente nacional do Progressistas (PP). O texto também informou que Fábio Gonçalves Campos, marido de Renata e ex-secretário parlamentar na Câmara dos Deputados, havia sido alvo da quarta fase da Operação Falso Negativo.
O Metrópoles relatou ainda que investigadores encontraram R$ 280 mil em dinheiro no veículo do casal. A matéria também registrou que Renata havia declarado patrimônio de R$ 1,6 milhão à Justiça Eleitoral nas eleições de 2018.
Essas informações integram o histórico jornalístico da investigação. A apreensão de dinheiro, por si só, não comprova a prática de crime. A eventual responsabilidade dos envolvidos depende da apuração dos fatos e das decisões das autoridades competentes.
Na ocasião, a investigação apurava suspeitas relacionadas à contratação de testes para Covid-19, incluindo possível superfaturamento e irregularidades em procedimentos de contratação pública.
O que se sabe sobre Fábio Campos
Fábio Gonçalves Campos foi citado em reportagens sobre a quarta fase da Operação Falso Negativo. De acordo com o Metrópoles, as apurações buscavam esclarecer possíveis relações entre pessoas e empresas envolvidas nas contratações investigadas.
A reportagem também mencionou suspeitas levantadas pelos investigadores sobre a atuação de Fábio em uma empresa relacionada às contratações examinadas. Essas informações devem ser compreendidas como parte do contexto investigativo divulgado à época, e não como uma declaração de culpa definitiva.
A situação processual atual de Fábio Campos, assim como a existência de eventual decisão de suspensão, arquivamento ou retomada do caso, precisa ser verificada nos registros judiciais atualizados. Sem essa documentação, não é possível afirmar por que o processo estaria parado ou atribuir responsabilidade pela demora a uma autoridade específica.
Renata D’Aguiar e o contexto político
A reportagem do Metrópoles também registrou que Renata Mesquita D’Aguiar concorreu ao cargo de deputada distrital em 2018 pelo PP, quando obteve 3.912 votos, equivalentes a 0,28% dos votos válidos, segundo o texto publicado à época.
O histórico funcional e político de pessoas mencionadas em investigações de interesse público pode ser relevante para a compreensão dos fatos. Entretanto, vínculos políticos ou familiares não constituem, isoladamente, prova de envolvimento em irregularidades.
A análise do caso deve se concentrar nos documentos oficiais, nas informações confirmadas pelas autoridades e nas decisões judiciais relacionadas à investigação.
Hoth Hoth afirma que pretende procurar o Ministério Público e, se necessário, o STJ
Diante dos questionamentos sobre o caso, Rodolpho Hoth Hoth, do Avante 70 e ligado ao portal Fatos Verdades, afirma que pretende procurar o Ministério Público para buscar esclarecimentos e providências sobre o andamento das apurações.
Segundo Hoth Hoth, caso não obtenha o encaminhamento que considera adequado, pretende levar a questão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A declaração representa a intenção anunciada por Hoth Hoth. Até a conclusão desta matéria, não foram apresentados documentos que comprovem o protocolo de uma representação no Ministério Público ou de uma medida perante o STJ.
O objetivo anunciado é obter esclarecimentos sobre a situação do caso e sobre as medidas cabíveis dentro dos limites legais. Eventuais providências dependerão da análise dos órgãos competentes e dos instrumentos jurídicos disponíveis.
Transparência e acompanhamento das investigações
Casos envolvendo suspeitas de irregularidades em contratos públicos exigem acompanhamento responsável, transparência institucional e respeito ao devido processo legal.
A sociedade tem interesse legítimo em saber quais medidas foram adotadas, quais etapas da investigação foram concluídas e se existem decisões judiciais que expliquem o andamento do processo.
Para esclarecer a situação atual da Operação Falso Negativo, é necessário consultar os registros oficiais e identificar eventuais decisões relacionadas à quarta fase da investigação. Essa verificação também permitirá distinguir uma suspensão judicial formal de outras situações processuais, como diligências pendentes, desmembramento do caso ou tramitação sem atualização pública recente.
O Fatos Verdades continuará acompanhando os desdobramentos e poderá atualizar esta matéria caso sejam disponibilizados documentos oficiais, manifestações dos envolvidos ou decisões judiciais relevantes.
Nota editorial: Os fatos históricos descritos nesta matéria foram atribuídos às fontes jornalísticas e institucionais consultadas. As suspeitas são apresentadas como objeto de investigação, sem antecipação de culpa. O posicionamento atribuído a Rodolpho Hoth Hoth corresponde à declaração fornecida para esta publicação.
Resumo: A quarta fase da Operação Falso Negativo ganhou repercussão em 2021 após buscas no DF e na Bahia. Hoth Hoth afirma que pretende procurar o Ministério Público e, se necessário, o STJ para buscar esclarecimentos sobre o andamento do caso.
Fontes e créditos:
- Metrópoles — Mirelle Pinheiro e Manoela Alcântara. “Falso Negativo: após R$ 280 mil em carro, diretora do FNDE é exonerada”. Publicado em 5 de março de 2021.
- Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). “Gaeco deflagra nova fase da operação Falso Negativo”. Publicado em 3 de março de 2021.
Data de atualização: 26 de outubro de 2026.

