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O Templo de Salomão, construído pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), é a construção mais importante já realizada pela denominação até hoje. Sobre ele estão pedras que foram trazidas até da Cisjordânia, especificamente da cidade de Hebron, do “outro lado” do mundo.

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Essas pedras são consideradas “sagradas” pela IURD, visto que Hebron é a cidade que contém o túmulo do patriarca bíblico Abraão. Com isso, em 2011 a igreja importou 39 mil metros quadrados dessas pedras, e a Receita Federal cobrou cerca de R$ 85 mil em imposto.

A Universal, contudo, alegou na Justiça que o imposto seria indevido pelo fato do objetivo da importação ter sido para fins religiosos, já que no Brasil instituições dessa natureza são isentas desse tipo de tributo.

A Receita, por sua vez, contestou o argumento. “As pedras não serão o objeto do culto religioso, de adoração ou reverência. Trata-se de um material de construção que não pode ser tido como um ‘patrimônio essencial’ às atividades do templo religioso”, disse o órgão na época, segundo o UOL.

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A IURD, por sua vez, alegou que a importação das pedras só teria finalidade pelo fato religioso, o que comprovaria o objetivo da importação. “Trata-se de um verdadeiro presente para os fiéis que sempre sonharam ir à Jerusalém e tocar no Muro das Lamentações, construído com as mesmas pedras sagradas”, diz a igreja.

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Por fim, a desembargadora Monica Nobre, relatora do processo no Tribunal Regional Federal, acolheu o argumento da Universal, concordando com a finalidade da importação das pedras. Com isso, a denominação fica isenta do pagamento de impostos referente ao produto.

“As rochas trazidas de Israel destinam-se à construção de um templo de grande proporção, razão pela qual desempenham papel de destaque em sua finalidade religiosa e relevante concepção arquitetônica”, concluiu a desembargadora. A Receita Federal já não poderá mais recorrer da decisão.

Fonte: noticias.gospelmais.com.br/igreja-universal-isencao-impostos-pedras-hebron-141001.html

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