Ministro questiona origem da verba utilizada em atos antidemocráticos
Ministro questiona origem da verba utilizada em atos antidemocráticos
Ministro questiona origem da verba utilizada em atos antidemocráticos

Em sua decisão sobre a retirada do sigilo do inquérito 4.828, que investiga atos antidemocráticos, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, aponta há necessidade de rastrear a procedência dos recursos que financiam a infraestrutura e as peças de divulgação das manifestações.  (Leia aqui na íntegra)

Segundo apuração do jornal O Globo no documento, que fora a decisão do ministro ainda corre em sigilo, a PGR aponta que quatro parlamentares divulgaram virtualmente os atos usando verba da cota parlamentar. Seriam eles: Bia Kicis (DF), Guiga Peixoto (SP), Aline Sleutjes (PR) e General Girão (RN).

De acordo com o jornal, eles teriam repassado um total de R$ 30,3 mil para a Inclutech Tecnlogia, empresa de Sérgio Lima, responsável pela Aliança pelo Brasil, legenda que o presidente Jair Bolsonaro tenta emplacar desde a sua saída do PSL, em 2019. Lima foi um dos alvos da operação da Polícia Federal na última semana, mas no âmbito da investigação sobre fake news e ataques contra ministros do STF.

Leia mais

Polícia apreende fogos de artifício em chácara de grupo extremista no…

21 jun, 2020

Alexandre de Moraes prorroga prisão de Sara Winter por mais cinco dias

19 jun, 2020

> Alexandre de Moraes retira sigilo da decisão que autorizou ação da PF

Apesar de todos os parlamentares negarem ligação com os movimentos, o ministro diz em sua decisão que “há participação de parlamentares tanto na expressão e formulação de mensagens, quanto na sua propagação e visibilidade, quanto no convívio e financiamento de profissionais na área”.

De acordo com Alexandre, a ligação dos deputados com estes movimentos organizados torna ainda mais urgente o entendimento sobre a origem da verba que organiza, divulga e mantém a “infraestrutura de carros de som e peças de propaganda mais profissionais qual grandes bandeiras, grandes faixas e outras peças não amadoras” dos atos. É importante ainda, diz a decisão que se identifique quem executa os “contatos com as empresas fornecedoras de carros de som e outros aparatos, acaso existentes”.

Na parte visível de toda essa organização, continua, “há militantes, há políticos, há organização, há recursos financeiros. Há também direitos. Todavia, potencialmente pode haver abusos e crimes que precisam ser apurados a partir do esclarecimento do modo de funcionamento estruturado e economicamente rentável de uma escalada de organização e agrupamento com pretensões aparentes de execução de ações contra a ordem constitucional e o Estado Democrático e provocação das Forças Armadas ao descumprimento de sua missão constitucional.”

> Grupo fundado por irmã de Bia Kicis defende investigados por fake news

Ainda segundo o ministro, interessa verificar a procedência dos recursos que financiam as aquisições, locações e eventualmente viagens e alimentação de manifestantes e de onde partem as propostas de manifestações e como elas são propagadas ao seu público-alvo.

Para Alexandre, o dinheiro advém de um programa de parceria que envolve receita de publicidade decorrente da veiculação de anúncios gráficos, de sobreposição e em vídeo, provenientes de empresas e órgãos públicos; de valores advindos de assinaturas dos canais; da compra de produtos oficiais divulgados nas páginas de exibição; da aquisição, pelos usuários, de destaque no chat das transmissões ao vivo e até mesmo de uma parcela da taxa de serviço de assinatura paga de streaming livre de propagandas”.

imagem23 06 2020 08 06 16
imagem23 06 2020 08 06 16

 

 

Continuar lendoConteúdo Bloqueado

Ajude-nos a crescer! Compartilhe esta matéria com seus amigos no Facebook clicando no botão abaixo para desbloquear o conteúdo automaticamente. Compartilhar é grátis!

Clicando no botões você concorda com os termos de uso e política de privacidade

Compartilhe isso:

Curtir isso:

Curtir Carregando…

Fonte: xn--flashdenotcias-9lb.com.br/noticias/politica/ministro-questiona-origem-da-verba-utilizada-em-atos-antidemocraticos-congresso-em-foco

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here