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O cenário das eleições municipais no Rio de Janeiro poderá ter duas lideranças religiosas de perfil amplamente oposto na disputa pelo Palácio da Cidade. A desistência de Marcelo Freixo (PSOL) deverá abrir caminho para a candidatura a prefeito de Henrique Vieira contra a reeleição de Marcelo Crivella (Republicanos).

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Henrique Vieira é figura amplamente elogiada entre os militantes de esquerda, mas tem seu ministério como pastor questionado por líderes evangélicos. Entre outras polêmicas, ele desfilou pela escola de samba Mangueira no carnaval 2020, o que foi repudiado entre pastores tradicionais e pentecostais.

Vieira já foi vereador em Niterói e também assessor de Freixo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ). A candidatura dele ainda não está definida porque há disputa interna pela indicação do partido, conforme informou o jornal O Globo. Os nomes que concorrem são o vereador Renato Cinco e o deputado federal David Miranda, companheiro do jornalista Glenn Greenwald.

“Marcelo Freixo, meu professor, amigo e companheiro de lutas e utopias, decidiu não se candidatar à Prefeitura do Rio de Janeiro este ano. Conforme publicou em suas redes, estará na linha de frente em Brasília, dedicando-se à construção de uma frente ampla e atuante em defesa da democracia. Seguirá na luta contra o autoritarismo de Bolsonaro e na defesa da causa do povo pobre deste país. Entendo e respeito sua decisão. Onde quer que esteja, será sempre fundamental”, escreveu Vieira em suas redes sociais, sem fazer menção à possibilidade de se candidatar.

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Em fevereiro de 2019 ele renunciou à vaga de vereador que poderia assumir em Niterói após a vereadora Talíria Petrone ser eleita deputada federal. O pastor, que tinha a primeira vaga de suplente, no entanto, decidiu que preferia se dedicar às suas demais atividades: “Assim faço por entender que tenho mais potência e plenitude na minha caminhada pastoral e artística e que por meio dela também contribuo para construção de um mundo justo, solidário e fraterno. Tudo que faço tem sentido militante, isto pulsa dentro de mim e dá sentido para minha vida”, escreveu em sua conta no Facebook.

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Freixo foi derrotado no segundo turno em 2016 por Crivella, e virou alvo de piadas do pastor Silas Malafaia por ter tido menos votos do que a soma de nulos e brancos: “Terceiro numa corrida de dois”, tripudiou o pastor.

Malafaia, no entanto, não deverá manifestar apoio a nenhum dos dois principais concorrentes a prefeito, Eduardo Paes (DEM) e Crivella: “Quero eleger o meu vereador Alexandre Isquierdo. Não quero briga com ninguém para não interferir na votação dele. Sabemos como é a política. Vamos deixar a água do rio correr”, disse o pastor, referindo-se às possibilidades do segundo turno.

Crivella aposta suas fichas no apoio da ala bolsonarista carioca, já que os aliados do presidente estão filiados ao Republicanos enquanto o partido Aliança pelo Brasil não recebe autorização da Justiça Eleitoral para sua fundação. Para tanto, o prefeito ofereceu a vaga de vice em sua chapa: “Não tem nada definido. O vice vai ficar a cargo da turma do Aliança, da turma bolsonarista. Eles não escolheram vice nenhum ainda”, comentou Rodrigo Bethlem, estrategista da campanha do prefeito.

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Os principais nomes na disputa pela indicação de vice-prefeito são o de Rogéria Nantes, ex-mulher do presidente da República, e Gutemberg de Paula Fonseca, secretário de Ordem Pública da prefeitura. O vice eleito em 2016, Fernando Mac Dowell, faleceu em 20 de maio de 2018, aos 72 anos.

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Marcelo Freixo, meu professor, amigo e companheiro de lutas e utopias, decidiu não se candidatar à Prefeitura do Rio de Janeiro este ano. Conforme publicou em suas redes, estará na linha de frente em Brasília, dedicando-se a construção de uma frente ampla e atuante em defesa da democracia. Seguirá na luta contra o autoritarismo de Bolsonaro e na defesa da causa do povo pobre deste país. Entendo e respeito sua decisão. Onde quer que esteja, será sempre fundamental. Estamos diante de um governo de gestão e promoção de morte, de total indiferença ao sofrimento humano, de massacre da população mais pobre, de estímulo à violência e exaltação à tortura e à ditadura. Precisamos ter maturidade e coragem para denunciar esta máquina de matar gente. Precisamos ter ousadia para anunciar nossas utopias de um mundo democraticamente construído, economicamente justo e ecologicamente equilibrado. Seja no Rio de Janeiro ou em Brasília, continuaremos contando com Freixo e nos inspirando em sua trajetória, marcada por campanhas históricas e mandatos combativos pelo PSOL. Nas ruas – e na luta – é que a gente se encontra! Cabe dizer também que minha fé não é neutra, mas um firme compromisso com a democracia, com o combate à desigualdade e com a plena dignidade e realização humanas. Minha fé é antifascista dos pés ao último fio de cabelo. Neutralidade é conivência e covardia diante desse (des)governo. Querido Marcelo, seguimos juntos, apostando na força da coletividade! Só a luta – com coragem, amor e coletividade – muda a vida. Estamos juntos, meu professor. E ainda arrancaremos alegria ao futuro! Com @marcelofreixo

Uma publicação compartilhada por Henrique Vieira (@pastorhenriquevieira) em 16 de Mai, 2020 às 11:32 PDT

Fonte: noticias.gospelmais.com.br/pastor-henrique-vieira-esquerda-candidato-prefeito-rio-135454.html

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