Bolsonaro demite diretor geral da PF, pivô da ameaça de demissão de Moro
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Bolsonaro demite diretor geral da PF, pivô da ameaça de demissão de Moro
Bolsonaro demite diretor geral da PF, pivô da ameaça de demissão de Moro
Bolsonaro demite diretor geral da PF, pivô da ameaça de demissão de Moro

O presidente Jair Bolsonaro demitiu nesta 6ª feira (24.abr.2020) o delegado Maurício Valeixo da diretoria-geral da PF (Polícia Federal). A decisão levou o ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) a ameaçar deixar o governo federal na 5ª feira (23.abr).

A exoneração –expressão própria do serviço público para desligamentos– foi publicada no Diário Oficial da União.

Foi registrada como “a pedido” de Valeixo, com assinaturas de Bolsonaro e Moro. Eis abaixo (íntegra – 255 kb).

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O cargo do chefe da PF está na mira do Planalto desde agosto de 2019, quando Bolsonaro disse publicamente que o demitiria. À época, o presidente recuou após Moro bancar Valeixo. Bolsonaro chegou a dizer que era ele quem decidiria.

Especula-se que Moro o substitua por Fabiano Bordignon, diretor do Depen. Bolsonaro avalia o secretário de Segurança de Brasília, Anderson Torres, e o diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem. Todos são delegados.

A PF é subordinada ao Ministério da Justiça de Segurança Pública. Com a saída de Valeixo, o presidente enfraquece o ministro mais popular do governo.

Valeixo e Moro são muito próximos. O delegado foi superintendente da PF no Paraná durante a operação Lava Jato. Ficou no cargo até novembro de 2018, quando foi escolhido pelo ministro para ser o diretor-geral.

A busca agora deve ser encontrar 1 novo diretor da PF que fosse do agrado de Bolsonaro e do ministro da Justiça.

EMBATES E CONTROVÉRSIAS

Eis algumas derrotas que Sergio Moro acumula desde que assumiu o Ministério da Justiça e Segurança Pública no início do governo, em janeiro de 2019:

  • Coaf – o ministro também queria o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sob seu guarda-chuva. O órgão era considerado fundamental no combate à corrupção. Foi alocado no Banco Central;
  • pacote anticrime – carro-chefe do ministro, o texto foi aprovado sem as principais bandeiras de Moro: excludente de ilicitude, “plea bargain” (negociação, na qual o acusado pode confessar o crime em troca de não se submeter ao processo judicial) e execução da pena a partir da condenação em 2ª Instância;
  • nomeação de conselheira – logo no início do governo, quando assumiu inclusive com promessa de “carta branca”, Moro tentou nomear a cientista política e especialista em segurança pública do Instituto Igarapé, Ilona Szabó, para integrar o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. O ministro foi pressionado e recuou;
  • Vaza Jato – Moro também foi atingido pela Vaza Jato, uma série de reportagens publicadas pelo site The Intercept Brazil que mostraram supostas conversas entre o então juiz federal e procuradores da Lava Jato. Os diálogos levantaram suspeitas de atuação em conluio entre as duas partes;
  • Pandemia –Moro se declarou a favor do isolamento social, mesma posição do então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Bolsonaro é contra.
  • decreto sobre armas  Em maio, Moro disse que o decreto que flexibilizou as regras para a compra e porte de armas no país, assinado por Bolsonaro, não fazia parte de uma estratégia de combate à criminalidade. “Não tem nada a ver com segurança pública. Foi uma decisão tomada pelo presidente em atendimento ao resultado das eleições”, afirmou o ministro na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara. Questionado se assinou o decreto sem concordar com ele, Moro não detalhou, mas disse que é normal haver divergências;
  • tablets para presidiários – Carlos e Eduardo Bolsonaro, filhos do presidente da República, compartilharam no Twitter uma crítica à iniciativa do Ministério da Justiça de comprar 600 tablets para que presidiários conversem virtualmente com seus familiares. As visitas aos detentos foram cortadas desde o início da pandemia de coronavírus. “Ministério da Justiça comprou 600 tablets para os presidiários. É isso mesmo que vocês leram. Excelente prioridade, hein? Valeu!”, dizia 1 tuíte.

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Moro em ligação telefônica no final da tarde desta 5ª feira (23.abr.2020). O registro foi feito pelo repórter fotográfico do Poder360, Sérgio Lima

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Fonte: xn--flashdenotcias-9lb.com.br/destaques/bolsonaro-demite-diretor-geral-da-pf-pivo-da-ameaca-de-demissao-de-moro-poder360-correio-df

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