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Imagine um pedao de gelo do tamanho do estado do Paran. Essa foi a rea estudada por pesquisadores financiados por Estados Unidos e Reino Unido em um investimento de cerca de US$ 50 milhes. O objetivo? Determinar a estabilidade das geleiras da poro oeste da Antrtida e a velocidade com que elas esto derretendo.

O projeto, que prev uma durao de cinco anos, j lanou duas publicaes na revista cientfica Cryosphere com resultados alarmantes.

O primeiro texto, assinado pela geofsica Kelly Hogan, analisou a velocidade com que as geleiras tem derretido em sua parte submersa por conta da circulao de guas quentes. Para isso, o navio em que estava utilizou uma sonda montada embaixo da embarcao para mapear a superfcie ocenica com imagens de sonar, criando um mapa 3D. O mapeamento mostrou que grandes correntes de gua quente esto se movendo na base da geleira.

Geleiras na Antrtida derretam mais rpido do que o previsto, de acordo com estudos publicados na revista Cryosphere. Foto: elmvilla/iStock

Hogan comenta que a geleira Thwaites, nome da rea estudada, muito vulnervel e sofre grande interferncia das mudanas climticas. Ainda, “um dos fatores ter gua quente chegando por baixo da parte flutuante e acelerando o derretimento.” E se trata de um evento que se alimenta, j que as correntes quentes derretem a base da geleira mais rpido, permitindo que mais gua quente entre em contato com ela.

Mas esse foi apenas o primeiro estudo. O segundo, liderado por David Porter, utilizou uma aeronave para sobrevoar toda a regio, equipados com um radar com capacidade de penetrar a superfcie da geleira e registrar informaes do que h embaixo do gelo, alm de um equipamento utilizado para detectar alteraes gravitacionais na geleira, que revelou a densidade da plataforma continental embaixo do gelo.

At onde vai o problema

Porter utilizou as informaes das alteraes gravitacionais para criar um mapa da forma da geleira e do fundo do mar. Na primeira pesquisa, os dados obtidos “mostraram que existem grandes caminhos que permitem guas quentes se moverem na costa, pela plataforma continental e entrar em contato com o gelo.”

Esses canais chegam a cerca de mil metros de profundidade e alcanam uma rea entre 25 e 40 quilmetros, e que essa uma das razes para as Thwaites estarem mudando. Ainda que essas e outras geleiras no estejam a beira do colapso por serem muito grandes, esses so sinais preocupantes de que um aceleramento de seu derretimento pode elevar os nveis do mar em todo o mundo.

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Continente antrtico possui diversas bases cientficas espalhadas pela parte continental e em suas geleiras. Imagem:Dvougao/iStock

Os primeiros sinais de problema, no entanto, vieram de outro estudo, financiado pelos Pases Baixos, Frana e EUA, onde imagens de satlite mostraram fendas e fraturas nos blocos de gelo. Os resultados indicam que essas falhas estruturais criaram um efeito repetitivo que acelera a criao de mais falhas e o derretimento da geleira.

Alm disso, Stef Lhermitte, um dos lderes da pesquisa, juntamente com seu grupo, foi capaz de criar um modelo computacional para prever o futuro das geleiras da Antrtida e o aumento do nvel do mar por meio da movimentao desses blocos que se soltam da plataforma continental.

Lhermitte diz que “estes so gigantes adormecidos” e defende um acompanhamento de perto das geleiras e suas alteraes na tentativa de encontrar sinais de mudanas bruscas que podem levar a uma catstrofe ambiental.

Fonte: Wired

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Fonte: fogocruzadodf.com.br/tecnologia/2020/09/16/geleiras-na-antartida-derretem-mais-rapido-que-o-previsto-alertam-estudos

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