Acusadas de agressão a ciclista folclórico que morreu em Valparaíso são presas pelo GIH – Blog do Amarildo
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Detenção foi feita na tarde da última quarta-feira, 24 em Luziânia-GO

Por Amarildo Castro –  O desfecho após investigação policial sobre a morte trágica do ciclista folclórico Carlos Alberto, de Valparaíso de Goiás vai revelando fatos que a família buscava respostas. Na tarde da última quarta-feira, 24, o Grupo de Investigações de Homicídios da Polícia Civil de Goiás prendeu em Luziânia-GO duas mulheres que são acusadas do crime. Elas teriam agredido de forma brutal o ciclista no mês de novembro de 2020 após uma discussão por causa de R$ 2. Mesmo assim, negam a agressão mesmo após ter sido detidas. O dinheiro em questão, os R$ 2 teria sido um pedido das supostas autoras do crime para Carlos Alberto para comprar drogas. As duas mulheres são mãe e filha. A idade de ambas não foi informada, mas a reportagem apurou que a filha é maior de idade. Elas não resistiram à prisão. Após serem ouvidas, elas foram encaminhadas para o Presídio Feminino de Luziânia-GO e devem ficar à disposição da Justiça até que o inquérito seja concluído, o que deve ocorrer em até 10 dias, explicou a delegada Caroline Matos Barretos, do GIH, responsável pelo caso. Porém, a Justiça pode ainda estender o pedido de prisão temporária para preventiva, o que na prática, manteria as duas mulheres por mais tempo na cadeia até que o Ministério Público de Goiás decida fazer sobre o caso.

À reportagem, Caroline explicou que as apurações revelaram que as acusadas das agressões se mudaram para Luziânia assim que souberam da morte do ciclista, e lá, mantinham uma rotina discreta. No entanto, Assim que o caso chegou ao GIH, a polícia descobriu o paradeiro das duas mulheres a passou a monitorá-las. Após o inquérito, o Ministério Público de Goiás definirá se apresenta denúncia-crime contra as duas mulheres.

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Em contato com um advogado, que preferiu anonimato, o profissional da área jurídica explicou à reportagem que pelas evidências apresentadas pela polícia, o mais provável é que as mulheres presas acusadas da morte do ciclista, caso sejam denunciadas pelo Ministério Público, se enquadrem no chamado homicídio culposo.  O Crime está previsto no artigo 18, inciso II do Código Penal, e considera a conduta como culposa quando o agente em questão dá causa ao resultado por imprudência (agiu de forma precipitada, sem cuidado ou cautela), negligência (descuido ou desatenção, deixando de observar precaução para evitar danos à vida da pessoa. Nesse caso, a pena pode ser de 12 a 18 anos de detenção, podendo ser aumentada de acordo com os antecedentes do réu.

Em contato com a reportagem do Blog do Amarildo, um familiar de Carlos Alberto explicou que a prisão das acusadas do crime traz uma sensação de justiça, pois acredita que a morte do parente foi em decorrência das agressões, estando claro desde a internação no Hospital de Santa Maria. “Ele, o Carlos Alberto não vai voltar, mas a prisão serve para mostrar a Justiça funciona, e que fatos assim não podem acontecer”, citou, pedindo para não ter o nome revelado na mídia.

O caso da agressão relatada pelo ciclista

Carlos Alberto era um ciclista folclórico muito conhecido em Valparaíso. Ele fez boletim de ocorrência no início do mês de dezembro de 2019 no Ciops da mesma cidade após relatar ter sido agredido por duas mulheres, sendo mãe e filha em sua casa após negar emprestar a elas R$ 2. Que segundo ele informou, seria dinheiro para compra de droga.

Em seguida, ele foi internado já em estado grave no Hospital de Santa Maria, sendo posteriormente transferido para o Hospital de Base. Em 19 de fevereiro de 2020 faleceu após longa batalha para curar pneumonia e outras complicações supostamente decorrentes das agressões as quais reclamou no Ciops.

Carlos Alberto era conhecido em Valparaíso de Goiás por circular em uma bicicleta cheia de apetrechos, incluindo lixo reciclável, como latinhas.

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Fonte: fogocruzadodf.com.br/noticias/acusadas-de-agressao-a-ciclista-folclorico-que-morreu-em-valparaiso-sao-presas-pelo-gih-blog-do-amarildo

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