Saúde não tem preço, mas tem custos. Pensando nisso, o Hospital da Região Leste (antigo Hospital Regional do Paranoá) criou um espaço na unidade para que os servidores e a população saibam o quanto cada setor da unidade custa aos cofres públicos, além dos números de atendimentos e exames realizados ao longo do ano. O levantamento é feito pelo Núcleo de Gestão de Custos (NGC), do HRL.

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As informações têm como base dados de despesas e de produtividade que auxiliam na tomada de decisão dos gestores do hospital. Para isso, o NGC, em parceria com os Centros de Custos do HRL, baseia-se em dados primários para ambos. O trabalho segue a metodologia do Programa Nacional de Gestão de Custos (PNGC), elaborado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em parceria com o Ministério da Saúde, e acompanhado de perto pela Gerência de Custos Regionais da Secretaria de Saúde.

“Nossa ideia é apresentar, primeiro, aos nossos servidores o nível de despesa necessário para eles começarem a produzir: ‘Olha, vocês estão aqui. Custa isso. Olha o quanto vocês produzem’. E a reação é muito interessante. O Núcleo de Gestão de Custos tem recebido um feedback muito bom dos servidores. A base do serviço público é a transparência”, ressalta a chefe do NGC, Elenilde Ribeiro Costa.

Ainda de acordo com ela, o hospital vai chegar a um ponto em que detalhará com mais precisão cada dado. “Chegaremos num próximo passo em que vamos conseguir dizer quanto custa cada produto. Então, quanto custa a diária de uma UTI no Hospital da Região Leste? Quanto custa a consulta feita aqui? Quanto custa o exame feito no laboratório? São informações estratégicas que auxiliam o gestor na tomada de decisão porque ele precisa desse nível de informação, comprovando que a saúde não tem preço, mas tem custos”, acrescenta.

Com a implementação do sistema de custos na unidade foi possível informar, por exemplo, que cada parto realizado custa, em média, R$ 3,3 mil no HRL. E que, aproximadamente, 470 mil itens, em média, foram dispensados mensalmente na farmácia para os centros de custos de toda a região.

Para a superintendente da Região de Saúde Leste, Raquel Beviláqua, o Núcleo de Gestão de Custos do hospital exerce um trabalho estratégico, que envolve também elaboração de ferramentas, de formação de pessoas e o desenvolvimento de cultura organizacional. O que favorece, segundo ela, a sua implantação.

“O trabalho do Núcleo de Custos no âmbito do SUS [Sistema Único de Saúde] envolve produção, difusão e aperfeiçoamento de informações relevantes e pertinentes com finalidade de otimização do desempenho dos serviços, do hospital e da Região de Saúde Leste”, completa.

Despesas

Os dados são coletados por meio dos sistemas operacionais do Governo do Distrito Federal. Na área da segurança, os investimentos foram de aproximadamente R$ 550 mil por mês.

Já as despesas com alimentação somaram quase R$ 600 mil; e, com telefonia, R$ 5,2 mil. Além desses, com limpeza, os gastos foram de R$ 689 mil; água e esgoto, R$ 120 mil; energia elétrica, quase R$ 200 mil; gases medicinais, em média R$ 33 mil.

Produtividade

Em 2019, foram realizados 168.567 atendimentos no pronto-socorro do Hospital da Região Leste. O maior número foi registrado em março, com 16.828 atendimentos.

Por setores, o laboratório fez 683.413 exames, em todo o ano; o núcleo de radiologia computou 80.663 exames; núcleo de hematologia e hemoterapia realizou um total de 3.142 transfusões; transporte, um total de 516.630 quilômetros rodados em todo o ano de 2019.

Após a captação dos dados pela equipe do Núcleo de Gestão de Custos, as informações são levadas para o Sistema de Apuração e Gestão de Custos do SUS (ApuraSUS), e o Ministério da Saúde tem, então, acesso às despesas e ao que é produzido de forma real no Hospital da Região Leste.

 

* Com informações da Secretaria de Saúde e da Superintendência da Região de Saúde Leste

Fonte: agenciabrasilia.df.gov.br/2020/05/05/hrl-passa-a-divulgar-despesas-da-unidade

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